Uma análise pós-moderna da crise de 2008

No período da crise de 2008 o mundo entrou em polvorosa tentando entender o que acontecia. Diversos estudos e textos de cunho econômico, financeiro, ético e social inundaram os jornais e periódicos, cada um defendendo seu ponto de vista para dar as razões das desrazões que levaram à crise. Assim, resolvi usar o olhar pós-moderno como campo de visão desse horizonte que se desvelava em mil faces diversas. Abri mão do viés acadêmico para simplesmente olhar a paisagem. Foi a partir desse olhar que nasceu a pesquisa sobre a Filosofia do Comportamento Econômico.

O texto é o primeiro capítulo do livro “Crise, Desespero e Morte”, escrito em 2009 e publicado em 2010. Seu objetivo foi o de analisar a crise que se manifestou no segundo semestre de 2008 sob a ótica do que se convencionou conceituar como “pós-modernismo”.  Verificou-se que a adoção da política de neoliberalismo pelos governos americano e inglês na década de 70, provocou a elevação dos níveis de consumo, que influenciou a especulação imobiliária e a manipulação de ativos financeiros. Tendo como leitura de base a obra de Jean-François Lyotard “A Condição Pós-Moderna”, concluiu-se que um dos fatores da derrocada financeira foi a conveniente legitimação de uma “realidade” manifestada por certo indivíduo que acaba por ser o “senhor” da mesma, uma vez que é respeitado como detentor do conhecimento e reconhecido como autoridade decisória, principalmente quando esta realidade serve aos anseios da sociedade.

A postmodern analysis of the 2008 crisis

The aim of this study is to analyze the economic crisis of 2008 through the currently concept of “postmodernism”.  It was verified that the adoption of neoliberalism policy by the American and the English governments at the 70´s increased the consumption level, which had influence in the real estate speculation and finance manipulation. Having as support the book of Jean-François Lyotard “Post-Modern Condition”, it was concluded that one of the reasons of the financial crisis was the convenient legitimacy of a “reality” pointed out by a person that represented an owner of it, due to the fact that he was respected as an expert on this matter. It is necessary to consider that this situation was also in accordance with the social context and expectations of this time.

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